Pont Agro · Módulo 2 de 7

Gestão operacional e execução

Como transformar o combinado em resultado previsível no campo. Turma de administradores e líderes de turma do Grupo Bonella.

01 / 33
Gestão operacional
Alta performance não é heroísmo. É previsibilidade.

A operação madura não depende de alguém salvar o dia todos os dias.

02 / 33
Abertura

O problema raramente nasce quando aparece

Antes do atraso, da perda ou do conflito, quase sempre existiu um sinal.

O que enxergamos

  • Atraso
  • Retrabalho
  • Queda de qualidade
  • Equipe pressionada

O que veio antes

  • Prioridade confusa
  • Recurso não confirmado
  • Padrão ausente
  • Desvio ignorado
03 / 33
Diagnóstico · atividade

Quantos problemas de hoje nasceram hoje?

Converse em dupla sobre um incêndio recente da sua operação.

  1. 01Qual foi o primeiro sinal?
  2. 02O que não estava claro ou preparado?
  3. 03Quem precisava ter percebido?
  4. 04O que evitaria a repetição?
04 / 33
Objetivo

Gestão operacional é tornar o trabalho executável

Ao final desta aula, você deverá conseguir:

  1. 01Transformar demanda em plano claro.
  2. 02Definir prioridades, responsáveis e recursos.
  3. 03Criar padrões simples e visíveis.
  4. 04Conduzir reuniões que terminam em decisão.
  5. 05Reagir a crises sem perder direção.
05 / 33
Planejamento

Lista de tarefas não é plano

Um plano conecta resultado, execução e reação.

Resultado Entregas Atividades Recursos Riscos Acompanhamento

Se uma etapa não estiver clara, a execução dependerá de adivinhação.

06 / 33
Planejamento

As 7 perguntas que tornam o plano executável

Definição

  • O que será entregue?
  • Por que isso importa?
  • Quanto e com qual padrão?
  • Quem responde?

Execução e risco

  • Quando estará concluído?
  • Com quais recursos?
  • O que pode impedir, e qual será a reação?
07 / 33
Atividade

Teste seu plano com quem não o escreveu

  1. 01Escolha uma atividade real da próxima semana.
  2. 02Preencha as 7 perguntas.
  3. 03Entregue o plano a outro grupo.
  4. 04O outro grupo deve explicar como iniciaria.

Pergunta básica significa informação ausente.

20minutos
08 / 33
Gestão operacional
Prioridade demais é ausência de prioridade.

Quando tudo é urgente, ninguém sabe o que proteger primeiro.

09 / 33
Priorização

Priorizar é escolher o que vem primeiro, e o que espera

Perguntas para decidir

  • Qual impacto se atrasar?
  • Existe risco à vida ou qualidade?
  • Há dependência de outra etapa?
  • A janela pode se perder?

Quatro destinos

  • Crítico agora
  • Importante programado
  • Delegável
  • Interrupção sem valor
10 / 33
Conceito · Matriz de Eisenhower

Urgência não é o mesmo que importância

Ferramenta de priorização que cruza duas perguntas: isso é urgente? Isso é importante? A frase de origem é atribuída ao general e presidente Dwight Eisenhower, e o modelo foi popularizado por Stephen Covey.

Urgente e importante

Faça agora. É o crítico agora da nossa priorização.

Importante, não urgente

Agende com data marcada. É o importante programado.

Urgente, não importante

Delegue com clareza. Alguém decide, você acompanha.

Nem urgente, nem importante

Elimine ou adie sem culpa. É a interrupção sem valor.

Na prática da aula É esse cruzamento que vira, no nosso vocabulário, os quatro destinos: crítico agora, importante programado, delegável e interrupção sem valor.
11 / 33
Capacidade

O plano precisa caber na capacidade real

Desejo não substitui pessoa, tempo, equipamento ou insumo.

Volume

Quanto precisa ser feito?

Pessoas

Quem está disponível e preparado?

Tempo

Qual é a janela real?

Recursos

O que pode limitar a execução?

12 / 33
Responsabilidade

Toda entrega precisa ter um dono

Participação coletiva não elimina responsabilidade individual.

Responsável pela entrega

  • Coordena a execução
  • Atualiza o andamento
  • Sinaliza o desvio
  • Pede a decisão necessária

Gestor da operação

  • Define a prioridade
  • Remove barreiras
  • Decide conflitos
  • Cobra a evidência
13 / 33
Conceito · RACI

Uma letra para cada papel na entrega

Matriz de responsabilidades usada em gestão de projetos para deixar explícito quem faz o quê, principalmente quando uma entrega cruza mais de uma área da operação.

R · Responsável

Executa o trabalho.

A · Aprovador

Responde pelo resultado. Só pode haver um.

C · Consultado

Opina antes da decisão ser tomada.

I · Informado

Fica sabendo depois que aconteceu.

Regra de ouro Cada entrega tem só um Aprovador. Mais de um dono final é, na prática, o mesmo que nenhum dono.
14 / 33
Atividade

Escolher também é adiar

Vocês receberam dez demandas e capacidade para apenas três.

  1. 01Escolham as três prioridades.
  2. 02Justifiquem pelo impacto, não pela pressão.
  3. 03Declarem o que será adiado ou interrompido.
  4. 04Definam dono e horário de revisão.
15minutos
15 / 33
Padronização

Padrão não é burocracia

É a melhor forma conhecida hoje para entregar com segurança e qualidade.

  1. 01Sequência essencial do trabalho
  2. 02Critério de qualidade esperado
  3. 03Ponto de controle durante a execução
  4. 04Desvio que exige reação
  5. 05Responsável por manter o padrão atualizado
16 / 33
Padronização

Um padrão vivo aprende com a operação

Executar Observar Corrigir Atualizar

Se o aprendizado não altera o padrão, o problema volta com outro nome.

17 / 33
Conceito · Ciclo PDCA

O ciclo por trás de todo padrão vivo

Criado por Walter Shewhart e difundido por William Edwards Deming, por isso também chamado de Ciclo de Deming. É a base da melhoria contínua em gestão da qualidade.

P · Planejar

Definir o padrão e a meta.

D · Executar

Aplicar em campo, do jeito combinado.

C · Checar

Comparar o realizado com o esperado.

A · Agir

Corrigir o desvio e atualizar o padrão.

Depois do Agir, o ciclo recomeça no Planejar. É um ciclo, não uma lista de tarefas.

18 / 33
Gestão visual

A situação precisa ser entendida em menos de dois minutos

Meta Realizado Desvio Ação Dono Prazo

Quadro bonito sem decisão é apenas decoração.

19 / 33
Indicadores

Indicador útil muda uma decisão

Comece com pouco e acompanhe de verdade.

Indicadores mínimos

  • Entrega: plano por realizado
  • Qualidade: perda ou retrabalho
  • Pessoas: presença e segurança
  • Fluxo: atraso ou espera

Perguntas obrigatórias

  • Estamos dentro do plano?
  • Qual desvio exige ação?
  • A causa está confirmada?
  • Quem fará o quê até quando?
20 / 33
Desvios

Desvio identificado cedo custa menos

A reação deve ser proporcional, clara e rápida.

Sinal · perceber Fato · confirmar Impacto · dimensionar Ação · conter Causa · corrigir
21 / 33
Conceito · Análise de causa raiz

Duas formas de chegar à causa, não só ao sintoma

5 porquês

Pergunte por quê repetidamente, cerca de cinco vezes, até a resposta parar de ser sintoma e virar causa raiz. Criado na Toyota, por Sakichi Toyoda.

Exemplo: o equipamento parou. Por quê? Faltou manutenção. Por quê? Não havia checklist. Por quê? Continue até a raiz.

Diagrama de Ishikawa

Organiza as causas possíveis por categoria, ao redor de um problema central. Criado por Kaoru Ishikawa, também chamado de diagrama espinha de peixe.

Método

Mão de obra

Máquina

Material

22 / 33
Gestão operacional
Reunião boa não termina com informação. Termina com decisão.

Ritmo de gestão é coordenação. Não é cerimônia.

23 / 33
Reunião diária

15 minutos para coordenar o trabalho

  1. 01Segurança e pessoas
  2. 02Plano por realizado
  3. 03Desvios relevantes
  4. 04Decisões necessárias
  5. 05Compromissos: dono e prazo
24 / 33
Reunião diária

O que não cabe na reunião ganha dono e horário

Fica na reunião

  • Fato e desvio
  • Decisão rápida
  • Prioridade do turno
  • Compromisso verificável

Sai da reunião

  • Discussão técnica longa
  • Busca detalhada de causa
  • Tema sem dados
  • Conversa individual
25 / 33
Decisão

Decisão sem dono e prazo é apenas intenção

O quê

Decisão

Quem

Responsável

Até quando

Prazo

Como saber

Evidência

26 / 33
Simulação

Crise operacional: estabilizar sem perder direção

  • Chuva reduz a janela de colheita.
  • 25% da equipe não comparece.
  • Um equipamento crítico para.
  • O cliente mantém volume e padrão.
12minutos para decidir
27 / 33
Simulação

A equipe deve sair da crise com seis respostas

  1. 01O que será protegido primeiro?
  2. 02O que será interrompido ou reprogramado?
  3. 03Como pessoas e recursos serão redistribuídos?
  4. 04Qual contingência será ativada?
  5. 05Quem precisa ser comunicado?
  6. 06Quando a decisão será revista?
28 / 33
Debriefing

Pressão revela a maturidade do sistema

Analise a decisão do grupo, não apenas o resultado.

Sinais de fragilidade

  • Centralização no líder
  • Decisão sem fato
  • Esquecimento da comunicação
  • Nenhum horário de revisão

Sinais de maturidade

  • Proteção da vida e qualidade
  • Prioridade explícita
  • Responsabilidade distribuída
  • Contingência acompanhada
29 / 33
Aplicação

Comece pequeno. Estabilize. Depois amplie.

Semana 1

Enxergar e organizar

Semana 2

Padronizar e tornar visível

Semana 3

Criar ritmo de gestão

Semana 4

Consolidar e ampliar

30 / 33
Compromisso

Qual mudança você iniciará em até 72 horas?

Registre uma ação que possa ser verificada.

  1. 01Onde será aplicada?
  2. 02Quem precisa participar?
  3. 03Qual será a primeira entrega?
  4. 04Que evidência mostrará que foi feita?
  5. 05Quando você revisará o resultado?
31 / 33
Gestão operacional
Gestão operacional é tornar o combinado executável, visível e acompanhável.

Disciplina no presente. Excelência no futuro.

32 / 33
Sequência do módulo

O que vem depois desta aula

Três materiais dão continuidade ao que foi visto aqui: o caderno para registrar as atividades, o roteiro para quem conduz e o plano para sustentar o método nos próximos 30 dias.

33 / 33